As minhas princesas

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terça-feira, 24 de março de 2020

Dora: a assassina de unhas

Desde que descobri o maravilhoso mundo das unhas de gel, que me permitia ter uma manicure apresentável por cerca de 3 semanas sem preocupações, nunca mais tinha parado de as manter, já lá vão uns 3 ou 4 anos! Tinha manutenção agendada para o dia 19 de março, à qual por razões óbvias não compareci, quando avisei a técnica que me trata da manutenção das unhas que não iria ela avisou-me logo que ia estar encerrada pelo menos até final de abril, comecei a pensar no que deveria fazer às unhas...deixá-las mais um mês e meio (na melhor das hipóteses) sem lhes tocar depois de já estarem a crescer acerca de 3 ou 4 semanas era impensável, entretanto vi umas publicações em Blogs sobre pessoas que estavam com o mesmo "problema" e como tinham tratado do assunto em casa.

Estavam assim, não muito grandes mas já me começavam a incomodar em algumas tarefas

Depois de várias pesquisas indicarem que humedecendo algodão em acetona e colocando em cada unha, embrulhando cada uma com papel de alumínio com a parte brilhante para baixo para segurar o algodão e deixando atuar 30 minutos seria mais fácil remover o gel em casa, decidi arriscar! Tratei de uma mão de cada vez. Quando tirei o papel de alumínio e o algodão passados mais de 30 minutos não notei absolutamente nada nas unhas, estavam iguais, decidi cortar o tamanho com o corta unhas e depois limar para tirar a cor, depois de muito limar lá consegui o objetivo: tirar comprimento e cor, ficou ainda gel, mas esse até está a proteger as unhas e agora irei cortando conforme forem crescendo, vou mantê-las curtas e espero ir à manutenção no final de maio (já estava agendada e tenho esperança que até lá o "bicho" nos deixe em paz)

Demorei mais de 1h (sem contar com os 30 min. de atuação do algodão e papel de alumínio) a tratar de cada mão, até já me doía os músculos dos braços de tanto limar, senti-me uma verdadeira assassina de unhas :-)

Antes de colocar o algodão humedecido nas unhas, passei com vaselina na ponta dos dedos e nas cutículas porque a acetona seca a pele, e no final de limar, limar, limar,... coloquei bastante creme hidratante, não ficaram nenhuma perfeição mas consegui o que queria, ter as unhas curtas e sem cor para o tempo em que me mantiver por casa. 

Para quem acha que o gel estraga as unhas posso garantir que bem aplicado não noto qualquer problema nas unhas, na parte do crescimento nota-se que estão saudáveis e a restante parte ainda está com uma camada de gel que acaba por proteger, já se for gelinho a garantia de unhas saudáveis não é tanta porque não tem a camada de gel a proteger a unha, a própria unha é limada para aplicação do gelinho, se fizerem de forma continuada estão sempre a desgastar a própria unha, digo isto sem fundamentos científicos, apenas por observação dos procedimentos e pela constatação ao olhar para as minhas unhas que estiveram sempre debaixo de gel durante vários anos, agora vão descansar!

Nota mental: quando esta fase passar e encontrar uma lima elétrica em promoção, vou comprar! Tinha-me facilitado bastante a vida.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Não consigo deixar comentários nos Blog's que sigo!

Ontem,  depois de efetuar aqui uma publicação/resumo do meu ano 2019, fui visitar os Blog's que sigo para desejar bom ano, no entanto, sempre que tentava publicar algum comentário aparecia este erro e não me deixava publicar nada! Já vos aconteceu? Sabem como se resolve? Fiquei triste com o sucedido. Visitei-vos na mesma mas não deixei comentário nenhum contra a minha vontade, contrariando o que aconteceu, aqui ficam os meus desejos de Bom Ano 2020 para todos e espero continuar a contar com as vossas visitas a este meu local onde são sempre benvindas/os! 



domingo, 22 de dezembro de 2019

A escarlatina chegou para passar o Natal conosco!

A meio da semana passada a Joaninha começou a queixar-se com dores de garganta, depois veio a febre, associamos ao tempo que tem estado e à participação dela em visitas de estudo, desfile de Natal... tomou benuron e umas pastilhas para a garganta, além de leite quente com mel de manhã e à noite, mas não se via melhorias, antes pelo contrário. Na sexta-feira marquei consulta no Centro de Saúde para depois de eu sair do trabalho, achei que era uma boa hora para possivelmente ir buscar a receita de algum antibiótico para ela tomar durante o fim de semana em que poderia estar em casa mais resguardada. Quando o médico pediu para levantar a roupa para a auscultar notei umas manchas vermelhas nas costas e no peito e mencionei isso ao médico, ao que ele respondeu: "Pois tem! E parece-me que tem aqui uma escarlatina! Como vai ter de fazer o teste do cotonete para confirmar e os laboratórios já estão fechados, vai ser encaminhada para o Hospital Distrital." 


E lá fomos nós apanhar a mudança de turno das 8h da noite e o jantar dos médicos, esperámos e esperámos e cada vez mais crianças doentes a aparecer e nada de chamarem! Só fomos atendidas lá para as 10h da noite, entretanto tivemos de esperar pelo resultado do teste que deu positivo, seguiu-se uma injeção de penicilina que me fez recordar a única que levei com 11 ou 12 anos e que me lembro de ter custado bastante, preparei a Joana para o que aí vinha, ela ficou algo apreensiva mas portou-se lindamente e a injeção foi super rápida! Ficámos mais meia hora à espera para ver se não havia nenhum tipo de reação, correu tudo bem e à meia noite chegámos a casa!


A médica, muito simpática, que a atendeu indicou que nos 2 dias seguintes ainda poderia ter dores e febre mas felizmente a recuperação está a correr bem e ela já não tem apresentado queixas. Por prevenção a Diana tem ido passar os dias a casa dos avós para tentar ter o mínimo de contacto possível visto ser uma doença infantil contagiosa e que pode aparecer mais do que uma vez, por norma até aos 10 anos de idade, a Joana já tinha tido quando tinha uns 4 anos talvez, é uma espécie de amigdalite mais severa que avança para escarlatina, as manchas no corpo já desapareceram mas deve-se hidratar bem a pele que fica mais seca e áspera! Agora estou a rezar para que a Diana não tenha apanhado o "bicho" porque não me apetece ter uma segunda dose de escarlatina cá em casa! Como ontem fiquei com ela em casa (tal como hoje) tratámos dos presentes de Natal, ficou tudo pronto a entregar, as etiquetas ficaram por conta dela,que adorou participar nesta tarefa.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Xaropes - tampas de segurança para filhos ou para pais?

 Já não é a primeira vez que tento abrir um xarope, daqueles que trazem tampa de segurança, e  não consigo! De cada vez que isso acontece sinto-me demasiado frustrada, era suposto as tampas de segurança serem para os filhos não conseguirem abrir os frascos e não propriamente para os pais.

Eu bem sei que na tampa indica como se deve fazer, empurrar para baixo e rodar, mas qual quê! Pelo menos quando é para abrir o frasco pela primeira vez não vale a pena, já tentei de tudo e não consigo, lá tem de ser o meu marido a abrir o frasco, depois nas outras utilizações já corre melhor e lá me desenrasco.

No sábado, sem ter o meu marido em casa e estando na hora de dar ben-u-ron à Diana que tem andado constipada e com uma pontita de febre, lá fui eu tentar abrir um frasco novo porque a quantidade que estava no frasco em uso já não chegava para a dose, estive um bom tempo de volta do frasco e nada!! Fiquei com a mão vermelha e dorida de tanto tentar em vão abrir o frasco, até que a minha frustração me fez ir ver quem era o laboratório que fabricava o xarope, vi os contactos na net e enviei o seguinte email:

" Inventem por favor outro tipo de tampa de segurança para o bem-u-ron que eu desespero de cada vez que tento abrir um frasco e sei que não sou a única pessoa a quem isso acontece, a minha mão fica vermelha e a latejar e nada, não consigo, não sou capaz!! Têm a noção do sentimento de incapacidade que isso provoca numa mãe que tem um filho cheio de febre e não  consegue abrir o frasco do xarope para lhe dar? Pensem nisso, por favor! A bem da saúde das nossas crianças e da sanidade mental dos cuidadores delas. Obrigada!"

Pode não servir de nada mas pelo menos sei que tentei fazer alguma coisa em prol da melhoria de algo que para mim é desesperante. E também serviu para descarregar a minha raiva na altura .

domingo, 23 de dezembro de 2018

Depois do parvo-vírus veio a urticária

Querido Pai Natal, eu sei que já vais com uma idade avançada e que tens muitos pedidos para satisfazer, mas deixa-me que te diga que é bom que penses em começar a tomar o Memofant porque não foi nada disto que te pedi para este Natal…
Primeiro a miúda apanha-me um vírus que não basta ser contagioso quanto mais ser parvo e que me fez sentir ainda mais parva cada vez que ia a uma unidade de saúde e me diziam: "Não faça nada, é só esperar que passe!" E de facto passou, 3 dias depois de ter aparecido desapareceu sem deixar rasto, o pior é que 2 dias depois (de sexta para sábado) a criança não dormiu nem deixou dormir pois toda ela se coçava e remexia de tão incomodada que estava, de manhã bastou olhar para a cara dela e ver de novo manchas vermelhas que ao longo do dia parece que se transformaram em borbulhas gigantes. Como me pareceram diferentes das anteriores e correndo o risco de parecer mais uma vez parva, lá fui novamente para as urgências do Hospital


Depois da triagem pulseira amarela colocada, com indicação para já não ir para a sala de espera e para estar atenta, se a Diana ficasse com a cara inchada ou falta de ar entrava logo mesmo que o médico ainda não a tivesse chamado, mau… o que se passa? (pensei eu)

Muito pouco tempo depois estavam a chamar a Diana, primeiro do que outras crianças que lá estavam e que também já não tinham ido para a sala de espera, portanto, também eram prioritárias (fiquei em alerta) a médica observou e perguntou o que a Diana tinha comido de novo ou diferente, não me ocorreu nada a não ser chocolates que nesta altura do natal têm abundado mais cá por casa e ela não diz que não a nenhum, perguntou se tinham creme e eu disse que não porque de diferentes só me lembrei dos do calendário do advento mas esses são pequenos e de leite pareceram-me inofensivos...

A médica explicou que as manchas/borbulhas que a Diana tinha nada tinham a ver com o parvo-vírus, que esse já tinha ido à vidinha dele e que provavelmente já não voltaria porque só se tem uma vez, o que ela apresentava agora era urticária derivada de alergia que estava  a fazer a algum alimento novo ou diferente do habitual, chamou outra médica que não teve dúvidas em corroborar o diagnóstico e lá veio a Diana para casa com uma receita de Atarax para aviar e tomar 3 vezes por dia nos próximos dias. Dormiu bem de noite, já tem menos manchas/borbulhas, percebeu que nos próximos dias não pode comer chocolates, nem gomas nem beber sumos.

No regresso a casa lembrei-me que ela quis provar uns chocolates que o pai estava comer: after eight, provavelmente foram esses os culpados!

Portanto, meu querido Pai Natal, vê lá se antes de saíres da Lapónia lês bem a carta que te enviámos e se nos trazes neste natal: saúde, paz e amor para todos, o resto das prendas esquece lá isso que eu já tratei do assunto!!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Hospital: dia 1 dia 2 e dia 3

Ao longo da semana passada a Diana andou com umas borbulhitas na cara, num dia aparecia uma, no outro dia aparecia outra… perguntei no infantário se andava por lá varicela (ela ainda não teve) embora não me parecesse borbulhas de varicela e disseram que não, mas que iam estar atentas à evolução e ao longo da semana foi sempre assim uma borbulha aqui, outra ali, nada de especial sempre na cara e acompanhadas de muito ranho que associei à mudança de tempo, fui-lhe dando maxilase no início da semana por causa das ranhocas para ver se não avançava, a meio da semana não notei melhorias mudei para o brufen e fui sempre pondo diariamente água do mar no nariz. No sábado apareceram 3 borbulhas perto do olho, fui à farmácia e venderam-me um creme para ajudar a cicatrizar as borbulhas e a evitar o comichão embora ela não se coçasse. Nesse dia à noite começaram a aparecer umas manchas vermelhas, pensei que fosse alguma reação alérgica ao creme, no domingo de manhã acordou cheia de manchas vermelhas e aí começou a saga da ida às urgências. A médica também achou que poderia ser alguma reação alérgica, receitou zyrtec e mandou ir novamente lá no dia seguinte para ela ver a evolução das manchas porque não estava a conseguir perceber o que era.. Na noite de domingo para segunda teve febre e as manchas pioraram muito assim como a comichão, na segunda de manhã lá fomos nós ter com a médica que a observou que juntamente com a médica de família da Diana voltaram a observar, a trocar opiniões mas como não chegaram a nenhum consenso mandaram ir à pediatria do hospital distrital, lá fomos nós com a nossa menina queixosa e com a febre a subir, quando lá chegamos já tinha passado os 38º de febre, deram logo benuron na triagem 


Seguiu-se a primeira recolha de análises ao sangue da Diana (que até correu muito bem) foi uma valente a minha menina com direito a autocolante de bom comportamento e tudo o que a deixou um bocadinho mais animada, ficou com cateter na mão para o caso de ser necessário mais tarde e lá fomos para a sala de espera (cheia de bebés e crianças doentes) aguardar pelo resultado das análises, a Diana aproveitou para dormir uma sesta com o efeito do benuron e assim não lhe custou tanto lá estar à espera. O resultado chegou passado mais de 1h e felizmente estava tudo bem, no entanto as manchas eram muitas e assustadoras, nova reunião de vários médicos a observar a Diana e chegaram à conclusão que era um "Parvo-vírus", o nome não me era completamente estranho, penso que a Joana também teve quando era mais pequena, mas não me lembro de ela ter manchas assim tão grandes e tão vermelhas, é uma doença com mais incidência nas crianças que ao apanharem um vez ficam imunes e que chega sem razão aparente e desaparece também por ela, resta-nos dar benuron para febre e dores, intercalar com brufen caso necessário e esperar que passe no espaço de 1 semana.

Este era o aspeto das manchas na segunda-feira quando a Diana teve mais febre e esteve mais queixosa, eram assim pelo corpo todo e notava-se que lhe causavam muito incómodo e dores, umas das características desta virose é atacar também as articulações, pulsos, joelhos e tornozelos e as queixas dela nesse sentido ajudaram no diagnóstico, ela tinha os pulsos e mãos inchadas, e os tornozelos de tal maneira que não queria calçar sapatos, nem andar nem sequer pôr-se em pé! Na noite de segunda para terça não descansou praticamente nada e passou o tempo todo aos pontapés da aflição que tinha nas pernas, nem os xaropes intercalados de 4 em 4h ajudaram a acalmar o incómodo, de tal modo que fomos a um hospital particular na terça de manhã para obtermos uma segunda opinião, a qual não nos tranquilizou nada porque a médica que a atendeu disse que não concordava com o diagnóstico do hospital, que era um vírus sim mas que estava atacar as veias e daí as manchas vermelhas de segunda estarem a ficar com aspeto de nódoas negras na terça, disse para não dar brufen que ataca muito os rins (desconhecia) para só dar benuron e para vigiar o xixi, se fosse escuro podia ser sinal de sangue na urina, se ela se queixasse com dores de barriga era sinal de alerta porque o vírus poderia estar a atacar os órgãos internos, disse ainda que tinha de ser novamente observada passado 2 dias e que poderia ter de ser internada e que aconselhava uma ida ao pediatra dela para ver se a opinião dele era coincidente com a dela. Escusado será dizer que fui de lá diretamente para o consultório do pediatra, que por norma só dá consulta à tarde e daí termos ido à pediatria do hospital privado em vez de recorrermos logo a ele. Fiquei com o coração nas mãos até ser hora de ele a observar, embora notasse que ela não estava tão mal como na segunda feira.

O pediatra tranquilizou-me, disse que concordava com os 2 diagnósticos, que devia dar só benuron e esperar, observando o xixi  e a evolução das manchas, se melhorasse não necessitava de voltar ao hospital, se dentro de 2 dias não melhorasse (amanhã) voltava ao hospital e ele podia observá-la porque vai estar lá de serviço, vim de lá mais calma, quando cheguei a casa ela lanchou, tomou o benuron, passado pouco tempo adormeceu e só acordou à uma da manhã, estava estafada a minha rica menina, comeu mais qualquer coisa, voltou a tomar benuron (já tinha passado 7h) e dormiu a noite toda calminha, hoje já se nota uma grande melhoria nas manchas, já não têm relevo, já não estão tão intensas, penso que o organismo está a fazer o seu trabalho e a combater o parvalhão do vírus que não podia ter nome mais adequado. Se continuar assim não será necessário voltar ao médico e ao contacto com ainda mais viroses e outro tipo de "bicharada".

Partilho convosco esta informação porque pode acontecer o mesmo com alguma criança próxima de vós e o meu conselho é: tenham calma, procurem mais do que uma opinião, estejam atentos à evolução da situação e o corpo das crianças tem uma capacidade de regeneração incrível, em horas todo o cenário muda, neste caso mudou para muito melhor em pouco tempo! Atenção que também pode aparecer em adultos que não estejam imunes ao vírus mas não se manifesta com tanta intensidade nem com os mesmos sintomas, embora seja contagioso e como tal grande parte da população adulta já se encontra imune mesmo sem saber que alguma vez já foi portador de um tal "Parvo-vírus"